O texto será dividido em três partes. Cada parte será lida num determinado momento da aula, de acordo com a orientação do professor.
Primeiramente será trabalhado o significado da palavra que intitula a crônica. Serão feitos os seguintes questionamentos: “O que é uma pausa?” “O que ela pode significar?”
Em seguida, será proposta a leitura da primeira parte do texto. O professor fará a leitura do trecho em voz alta e os alunos deverão acompanhar.
Primeiramente será trabalhado o significado da palavra que intitula a crônica. Serão feitos os seguintes questionamentos: “O que é uma pausa?” “O que ela pode significar?”
Em seguida, será proposta a leitura da primeira parte do texto. O professor fará a leitura do trecho em voz alta e os alunos deverão acompanhar.
1ª parte:
As sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro, fez a barba e lavou-se. Vestiu-se rapidamente e sem ruído. Estava na cozinha, preparando sanduíches, quando a mulher apareceu, bocejando:
- Vais sair de novo, Samuel?
Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a fronte calva; mas as sobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém-feita, deixava ainda no rosto uma sombra azulada. O conjunto era uma máscara escura.
- Todos os domingos tu sais cedo – observou a mulher com azedume na voz.
- Temos muito trabalho no escritório – disse o marido, secamente.
Ela olhou os sanduíches:
- Por que não vens almoçar?
- Já te disse: muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche.
A mulher coçava a axila esquerda. Antes que voltasse à carga Samuel pegou o chapéu:
- Volto de noite.
As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samuel tirou o carro da garagem. Guiava vagarosamente; ao longo do cais, olhando os guindastes, as barcaças atracadas.
As sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro, fez a barba e lavou-se. Vestiu-se rapidamente e sem ruído. Estava na cozinha, preparando sanduíches, quando a mulher apareceu, bocejando:
- Vais sair de novo, Samuel?
Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a fronte calva; mas as sobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém-feita, deixava ainda no rosto uma sombra azulada. O conjunto era uma máscara escura.
- Todos os domingos tu sais cedo – observou a mulher com azedume na voz.
- Temos muito trabalho no escritório – disse o marido, secamente.
Ela olhou os sanduíches:
- Por que não vens almoçar?
- Já te disse: muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche.
A mulher coçava a axila esquerda. Antes que voltasse à carga Samuel pegou o chapéu:
- Volto de noite.
As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samuel tirou o carro da garagem. Guiava vagarosamente; ao longo do cais, olhando os guindastes, as barcaças atracadas.
Após a leitura, serão levantadas algumas perguntas, tais como:
- Que tipo de trabalho exige sua presença no escritório aos domingos?
- As sequências das ações descritas no primeiro parágrafo demonstram ser um hábito. Será que era uma rotina diária ou somente aos domingos?
- Quais as características psicológicas da mulher?
- Será que realmente está indo trabalhar todos os domingos?
- Há sinceridade em suas atitudes?
Os alunos poderão responder às questões oralmente.
Depois desta breve discussão sobre alguns aspectos da primeira parte do texto, será feita a leitura da segunda parte do texto.
2ª parte:
Estacionou o carro numa travessa quieta. Com o pacote de sanduíches debaixo do braço, caminhou apressadamente duas quadras. Deteve-se ao chegar a um hotel pequeno e sujo. Olhou para os lados e entrou furtivamente. Bateu com as chaves do carro no balcão, acordando um homenzinho que dormia sentado numa poltrona rasgada. Era o gerente. Esfregando os olhos, pôs-se de pé:
- Ah! seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinho bom este, não é? A gente...
- Estou com pressa, seu Raul – Atalhou Samuel.
- Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre. – Estendeu a chave.
Samuel subiu quatro lanços de uma escada vacilante. Ao chegar ao último andar, duas mulheres gordas, de chambre floreado, olharam-no com curiosidade:
- Aqui, meu bem! – uma gritou, e riu: um cacarejo curto.
Após a leitura serão levantadas algumas questões referentes a esta parte do texto:
- Que impressões vocês tiveram do personagem ao ler a segunda parte?
- Qual o nome do personagem principal? Por que você acha isso? Por que ele está usando dois nomes?
- De acordo com os dois últimos parágrafos, comente quais seriam as possíveis ações do personagem
- Escreva a continuação da história a partir da segunda parte.
Em seguida, os alunos deverão socializar suas respostas.
Depois da socialização, será apresentada a terceira e última parte do texto.
Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para a bacia, lavou-se. Vestiu-se rapidamente e saiu.
Sentado numa poltrona, o gerente lia uma revista.
- Já vai, seu Isidoro?
- Já – disse Samuel, entregando a chave. Pagou, conferiu o troco em silêncio.
- Até domingo que vem, seu Isidoro – disse o gerente.
- Não sei se virei – respondeu Samuel, olhando pela porta; a noite caía.
- O senhor diz isto, mas volta sempre – observou o homem, rindo.
Samuel saiu.
Ao longo do cais, guiava lentamente. Parou, um instante, ficou olhando os guindastes recortados contra o céu avermelhado. Depois, seguiu. Para casa.
Após a leitura da terceira parte, será solicitado que os alunos verifiquem se algum colega produziu um texto que se aproximasse do final proposto pelo autor do texto.
Será feita uma leitura do texto na íntegra. Nesse momento será pedido aos alunos que estabeleçam uma relação entre título e o texto.
Feita a atividade de leitura e interpretação, será estudado o gênero textual “Crônica”. Para isso serão discutidos também valores éticos, como: traição, mentira, falsa identidade, convivência, vulnerabilidade. Os alunos serão ainda orientados a relacionar como seria vista a situação proposta no texto nos tempos antigos e nos dias de hoje.
Para finalizar, a sala será dividida em dois grupos. Cada grupo deverá realizar uma das seguintes propostas de atividade:
1º proposta: Façam uma encenação do texto original.
2ª proposta: Façam uma encenação sobre como seria vivida essa situação pelo personagem nos tempos atuais.
Professora Maria de Fátima Patrocínio
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